TESTE !!!
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Há quanto tempo não dou as caras por aqui ? Meu Deus, 1 ano e 5 meses. Como a vida brutaliza as coisas... caraca... well, anyway... Estava às voltas com meu blog cervejístico e um tsunami de acontecimentos na vida. Mas decidi voltar pra cá, para desovar minhas idéias não-exclusivamente-maltadas-e-lupuladas e fazer desse espaço não só um espaço de música, mas de qualquer coisa que vier à minha cabeça. Não se preocupem, vai ter música também. Mas, pra não perder o viés etílico, aqui vai uma sugestão:
Estou bebendo pra relaxar hoje. Descansar mesmo. O ideal era ter férias com dinheiro no bolso, mas como não é possível, a gente vai tapando buraco aqui e ali. Entre as cervas que coloco no Beer Architecture, hoje estou criando mais drinks. Anota aí um que eu batizei pomposamente de "Night Deceiver". Deceiver porque é docinho, extremamente fácil de beber, mas tem 3 doses de birita por trás. E night pela cor. Parece céu à noite, bem escuro por cima e com luzes avermelhadas embaixo. Ideal para boas intenções com sua moçoila...
Night Deceiver
1 dose de rum carta branca 1 dose de Martini Fiero 1 dose de Martini Bianco 2 doses de Coca Cola 5 pedras de gelo
Pegue um copo long drink, coloque o gelo e sirva na ordem: rum, martini fiero e martini bianco. Logo depois complete com a coca cola, cuidando para que ela permaneça no topo do copo. Enfeite com mexedor Martini Fiero e cereja.
Ouvindo: AC/DC - Hells Bells (dvd show ao vivo)
Posted at 08:56 pm by guitarchitect
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Thanks God It's Friday 10:31
MISCELÂNEA
Ok, ok. Após um longo e tenebroso hiato, tamo de volta. O problema nem é falta de idéias, é tempo de ficar em ócio publicando-as aqui. Portanto esse tipo de post deve ficar, acredito eu, mais freqüente. Quando eu tiver tempo pra desenvolver uma idéia a contento, ela vira post exclusivo, ou kei ?
So, let's cut the crap and get it on...
Personagens para quadrinhos:
Trip 1 - O dilema da joaninha macho
Existe bicho mais 'gay' do que joaninha ? Of course not. É chamado de mulher tanto em português como em inglês (ladybug)... aí imaginei o joaninha macho puto: ' Porra, quem foi o @#$%¨& que me pôs esse tanto de bolinha ? Eu sou macho, carai ! '
Trip 2 - Surfista veterano
Esse é manjado, mas dou minha própria versão. Além do habitual vocabulário, permeado de termos em inglês e havaiano (ou qualquer outro dialeto do Pacífico), entraria em evidência sua fissura por comida natureba ("vou ficar doidão com suco de melão") , ensinamentos budistas e a cômica relação pseudo-liberal com suas quatro filhas, as musas do verão, com os muito radicais nomes de Adrenalina, Serotonina, Endorfina e Dopamina.
Trip 3 - Outro veterano: o metal 'das antiga'
Esse vive perambulando pela Savassi e pelas portas de show, de tênis Converse branco cano alto roto e esfarrafapado, jaqueta jeans cheia de patches do Destruction e Sarcófago, cinto de bala, camiseta do Iron Maiden (a.k.a. segunda pele) e jeans capa de espingarda, reclamando que hoje só tem boy na cena, que a cena morreu, que ele deu porrada no Max (Cavalera) em 1986 e queria porrar a cara dele de novo por ter enterrado o Sepultura e estar fazendo esse som de boy com essas babaquices de índio no meio.
Sem mais besteirol para o momento, me despeço. Quem por acaso se interessar em desenvolver os personagens, tell me. Quem roubar a idéia...
Ouvindo: Pearl Jam - Green Disease
Posted at 10:30 am by guitarchitect
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BRING 2006 ON !!!

2005 foi ''a hell of a year'' pra mim. Tudo o que eu peço é que 2006 e os próximos anos sejam tão bons ou ainda melhores... desde o último Carnaval as coisas só tem feito melhorar... thanks Lord, that's all have to say...
Das inúmeras coisas bacanas que me aconteceram em 2005, uma foi ganhar esse DVD (thanks babe a billion times !!!). Já falei dele - já fiz uma resenha que se perdeu no tempo - quando ele foi lançado e o aluguei / vi pela primeira vez. A resenha era permeada pelo entusiasmo, quem chegou a ler se lembra. Não era pra menos. A cada vez que vejo, o material se reafirma como fantástico.
Até então o único registro oficial em vídeo do Led era o filme "The Song Remains The Same", criticado por muitos, mas pra mim não só praticamente a única referência de uma performance ao vivo da banda como detentor de versões matadoras de "No Quarter", "The Rain Song", "Since I've Been Loving You ", "Moby Dick", entre outras. Ou seja, não se deve dar bola pra crítica, tem-se que tirar suas próprias conclusões.
De qualquer maneira, este filme capturava apenas um momento da vertiginosamente evolutiva carreira da banda. Dava-nos uma boa idéia de como era a banda na época do quinto álbum, "Houses Of The Holy", mas nenhuma pista de como seria a banda no começo da carreira, na época do Physical Graffiti (na minha opinião o melhor disco da carreira) , nem no final da mesma. Restava-nos imaginar como seria, com os discos, fotos e esparsas imagens transmitidas ao longo dos anos pela TV.
Esse DVD vem preencher essa lacuna de maneira mais do que substancial. Trata-se de 5 horas e 20 minutos de material que abrange toda a carreira do Led, desde o começo mais incipiente até o último grande show que eles fizeram. Com isso, a idéia que se precisava ter de como foi a evolução da banda, do começo ao final, é totalmente satisfeita aqui. Isso para não mencionar a qualidade e nível de interesse do material propriamente ditos.
Mas tenho que falar da qualidade do material. O DVD 1 abriga na íntegra (tudo o que foi possível recuperar) o show de 9 de Janeiro de 1970, no Royal Albert Hall. O Led Zeppelin começava a ser famoso graças ao segundo disco, e especialmente a "Whole Lotta Love". Esse registro mostra com precisão a banda em começo de carreira, ainda semi-amadora, e ao mesmo tempo deixa claro o potencial dos quatro músicos, tão promissor. É inevitável não se impressionar com a performance trovejante de John Bonham, com a criatividade de Jimmy Page, com o magnetismo de Robert Plant.
O repertório, ainda limitado, inclui standards do rock cinquentista, influência de todos, como "C'mon Everybody" e "Something Else", além de preciosidades como "We're Gonna Groove", "Bring It On Home", "How Many More Times" e tantas outras.
Nos extras, um show à parte. Um vídeo promocional de Communication Breakdown, momento zero da carreira, uma verdadeira preciosidade, assim como a participação num programa de tv dinamarquês (essa investida por terras dinamarquesas acabou por render uma bela confusão com a Baronesa Von Zeppelin acerca do nome da banda...). Além disso, um performance de tirar o fôlego de Dazed Anda Confused num programa chamado Supershow, além de um hilário show para uma TV francesa, uma verdadeira barca furada que serviu de gota d'água para que a banda nunca mais fizesse programas de tv.
O segundo DVD é mais variado, abrangente e prolífico. Começa com uma montagem de Immigrant Song, num registro de 1972, para mostrar o que ficou de fora dos shows do Madison Square Garden registrados no filme The Song Remains The Same, o show em Earls Court de 1975 ( fase Physical Graffiti ) e, por fim, Knebworth, 1979, o último show deles em terras inglesas. Esse DVD atesta a espantosa evolução da banda em tão pouco tempo. Cada ano faz uma enorme diferença. A diferença entre o show do Madison Square Garden e o de Earls Court é muito grande, não só pelo repertório, como pelo formato, parcialmente acústico no último, intimista, para logo depois se tornar retumbante com "In My Time Of Dying", "Trampled Underfoot" e uma versão de "Stairway To Heaven" que traz um sorriso aos lábios e reafirma toda a grandeza dessa obra-prima. Se tivesse que escolher um momento para ser mostrado a futuros catequisandos, esse registro serviria soberbamente.
Depois disso, Knebworth. A diferença para o registro anterior, 4 anos antes, é gritante. Até mesmo no vestuário. Se antes Jimmy Page usava roupa preta com dragões vermelhos bordados, agora ele vestia simples camisa e calça sociais... E assim o fazia toda a banda, com visual muito diferente de 1975. O show é uma verdadeira celebração, com todos os músicos latentemente felizes e satisfeitos, mandnado petardos como "Nobody's Fault But Mine", "Achilles Last Stand" , "Kashmir", e por aí vai. A performance detém um gosto especial pelo fato de ser a última performances capturada em vídeo antes da morte do eterno John Bonham. isso faz com que o show tenha um tom de despedida, ainda que involuntário. Nos extras, entrevistas, um vídeo incrível de "Rock And Roll" e clipes promocionais de "Travelling Riverside Blues" e "Over The Hills And Far Away". Sem nenhum exagero, essencial para qualquer entusiasta do rock.
Ouvindo: Led Zeppelin - Achilles Last Stand
Posted at 09:54 pm by guitarchitect
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ENTRE MALTES E LÚPULOS...
Fim de ano serve para se regalar. Dentro desta premissa, proporcionei-me alguns regalos dignos de serem comentados e divididos com todos. Vamos à pequena lista das últimas aquisições inéditas à minha coleção:

Maredsous 6 é uma significativa representante das divinas belgas trapistas. Vem da mesma cervejaria/mosteiro da gloriosa Duvel. O preço é tão maiúsculo quanto a qualidade, mas cada centavo se justifica, principalmente ao se comparar o preço ao das cervejas gourmet brasileiras, quase o mesmo. Esta apresentação conta com 6 graus de volume alcóolico [o menor da marca, que conta também com as versões 8 e 10 graus (!!!)]. Trata-se de uma ale de cor avermelhada, aroma intenso e marcante, delicioso. O sabor é muito, muito bom, com retrogosto persistente, amargo no ponto certo e ao mesmo tempo suave. A espuma é consistente para uma cerveja sem pressurização. Em suma: não tem como desgostar.

Beamish Irish Stout, como o próprio nome indica, é uma stout tipicamente irlandesa. Isso significa cor fortemente negra, intenso aroma de café e espuma pressurizada pelo sistema batizado de Floating Widget, cor de creme e consistência incomparável, semelhante à uma mousse de chocolate. O gosto é puro lúpulo, intensamente amargo, de difícil apreciação para os iniciantes. De volume alcóolico baixo - 4,2%, torna-se uma excelente alternativa para quem aprecia uma Guinness.
A Baden Baden Celebration Verão 2006 Weiss (edição limitada de 30.000 garrafas) é a investida da cervejaria de Campos do Jordão no ascendente mercado nacional das sublimes cervejas de trigo. Dessa vou tratar mais detalhadamente abaixo, onde escreverei uma pequena resenha sobre isso.
A Baden Baden 1999 Bitter Ale é uma excelente, grata surpresa. Trata-se de uma feliz tentativa de reproduzir as célebres bitter ales inglesas, um dos melhores tipos de cerveja do mundo. A versão brazuca traz cor de um avermelhado intenso, amargor suave e muito bem controlado, agradável mesmo em maiores temperaturas e no fim do retrogosto e teor alcóolico relativamente baixo, o que colabora ainda mais na drinkability. Fica, por enquanto, como minha sugestão para este ano entre as cervejas da fábrica paulista. Falta provar a cerveja especial de Natal.
Em tempo: já está mais do que na hora de uma fábrica como a Baden Baden investir num site completo, que mostre, promova e descreva todos os seus produtos. Fica aqui o toque.
RESENHA: CERVEJAS DE TRIGO TIPO WEISS DISPONÍVEIS NO MERCADO BRASILEIRO
É com imensa satisfação que presenciei a introdução das cervejas tipo Weiss no mercado nacional, e satisfação maior ainda foi ver que esse mercado cresceu, pegou e vem só aumentando a cada dia. Hoje as opções são numerosas o bastante para que eu possa avaliar uma a uma, elegendo quais são as melhores opções que rodam por aí.
As cinco marcas mais facilmente encontráveis por aí são, respctivamente, a Erdinger, a Bohemia Weiss, a Eisenbahn e, agora, a Baden Baden Celebration Verão 2006. Estas podem ser mais facilmente encontradas aqui na capital mineira, juntamente com o chopp weiss do Krug, outro que será analisado aqui.
Portanto, sem mais delongas, o ranking, na minha opinião, é:
1o lugar: Erdinger
Pode parecer covardia colocar uma cerveja alemã na disputa de cervejas weiss. Afinal, trata-se da mais forte representante do estilo, e proveniente do país de origem da bebida. Mas nem sempre os originais são os melhores. A Erdinger conta com três versões de cerveja de trigo: a weiss clara, a Pikantus e a Dunkel. A primeira é muito boa, a Dunkel, a mais escura das três, quase preta, também é deliciosa. Mas a melhor de todas é a Pikantus, de cor e torrefação intermediária entre as duas anteriores, sabor único e aroma/aspecto/presença veementes. As três são a primeira opção em cerveja weiss por aqui.
2o lugar: Bohemia Weiss
É com grata satisfação que afirmo que esta é minha segunda opção, e que, atualmente, é a cerveja que mais bebo. Dados a sua qualidade, a facilidade de ser encontrada (acho até na venda do portuga no caminho pra casa, já geladinha...) e o preço, disparado o mais acessível de todos, hoje ela é a presença mais constante na minha geladeira e no meu glassware.
A qualidade dessa cerveja é surpreeendente para um produto brasileiro de larga escala. É a mais equilibrada, perfumada, saborosa e madura de todas as cervejas de trigo produzidas no Brasil.
3o lugar: Eisenbahn
A cervejaria de Blumenau produz duas versões da cerveja de trigo: a Weizenbier, clara, e a Weizenbock, que, como o próprio nome indica, é uma bock de trigo, feita com cinco tipos de malte, mais torrada, cor marrom avermelhada, teor alcóolico mais alto - 8% e sabor exclusivo no país. Só por isso já merece um lugar na sua geladeira, porém ambas são de qualidade. A escolha depende do espírito. Vale comentar aqui a significativa melhora nos rótulos, que ficaram muito mais bonitos, diferenciam muito melhor cada tipo de cerveja e ainda contam com sugestões gastrônicas para o acompanhamento de cada uma delas. Bola dentro total. Só acho que deveriam vir em garrafas maiores, não em mirradas long necks...
4o lugar: Chopp Krug Weiss
Este já foi melhor. Atualmente não é servido na temperatura adequada pela casa, e seu preço é salgado como o da Eisenbahn. Aliás a casa, infelizmente, anda declinando no quesito qualidade, o que me deixa muito decepcionado.
5o lugar: Baden Baden Celebration Verão 2006
Muito estranho. Pode ser especificamente o exemplar que bebi (embora acredite que não), pode ser o produto em si. O fato é que o resultado desembocou num lugar diferente. não tem as características típicas de uma cerveja weiss: aroma intenso, perfumado, frutado; gosto típico... não parece nem uma cerveja weiss nem qualquer outro tipo de cerveja. Ficou um frankestein, em outras palavras. Não apreciei em absoluto, mal bebi toda a garrafa e não voltaria a comprar. Uma pena, porque a Bitter Ale é diametralmente oposta.
Ouvindo: The Police - Bring On The Night
Posted at 10:11 pm by guitarchitect
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AND THINGS GENERALLY GET WORSE... Por que os bares sempre pioram com o passar do tempo ? O Krug tinha tido para ser o melhor bar de Belo Horizonte. Chopps de produção exclusiva, casa enorme, bem montada, bem localizada, e o serviço era de primeiríssima. Isso no começo...
Voltei à casa no último fim de semana e, qual não foi minha surpresa ao ver o preço dos chopps... de 3,15 (os básicos - filtrado e não filtrado) a 3,85 (o de trigo). Mais 10%, faça as contas... Além do desprazer de ter que pagar os olhos da cara para beber (se for assim prefiro me munir de Eisenbahns e Baden Badens), tive a desagradável constatação de que o serviço piorou muito, mas muito mesmo. O que, antigamente, era um serviço exemplar (atencioso, presente, atento, educado e de timing certo), hoje é um serviço insistente quando se trata de chopps (aquela velha tática cretina de forçar o cliente a beber no ritmo imposto pela casa - o garçom leva o copo de chopp antes de você terminar e coloca outro que já girou na bandeja por vários minutos pela casa toda) , ora ausente, quando você quer pedir algo que não seja chopp (comida, cadeira, informação e até a conta...). Péssimo. Uma pena.
Ouvindo: The Toasters - Don't Let The Bastards Grind You Down
Posted at 09:38 pm by guitarchitect
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RESENHA - CD E DVD ACÚSTICO MTV ULTRAJE A RIGOR
O projeto dos Acústicos da MTV Brasileira tem, em meio às suas escolhas, servido também para beneficiar (e até fazer um pouco de justiça) às bandas do Rock Brasil dos Anos 80. Prova disso foi, por exemplo, o estrondoso sucesso obtido pelo Capital Inicial, sucesso este que revitalizou inteiramente sua carreira.
Quando as bandas de rock dessa safra surgiram, muitas chamaram a atenção pela despretensão e irreverência, como a Blitz, Ultraje, João Penca e seus Miquinhos Amestrados e tantas outras. Algumas foram tão efêmeras que foram rotuladas de descartáveis (eram mesmo... uma coisa com que eu particularmente me divertia era a escolha dos nomes das bandas, coisas como Eletrodomésticos, Grafite, Telex, Metrô e todo tipo de parafernália tecnológica da época, o que acabou virando depois uma espécie de camisa de força criativa, mas que no começo produzia pérolas como Engenheiros do Hawaii, Paralamas do Sucesso, Biquíni Cavadão, Capital Inicial, Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, etc, etc, etc.. basta raciocinar sobre os nomes dessas bandas que você identifica as sacadas em cada um).
O Ultraje chamou a atenção logo de cara pelo seu bom humor e pelas letras despretensiosas mas que, por trás disso, tinham notável inteligência. Talvez por isso tenha me identificado com a banda desde o princípio, porque a atitude divertida, irreverente e relax ainda vinha embalada por influências de rock and roll, surf music e 50's. O Ultraje sempre foi uma das minhas favoritas. O primeiro disco deles, Nós Vamos Invadir Sua Praia, talvez tenha sido o único caso da fonografia brasileira onde um disco tenha produzido 10 sucessos a partir de 11 músicas apenas. Era hit do começo ao fim. Talvez tenha a sido a estréia mais expressiva do rock nacional. Eu particularmente me divertia, infindavelmente, com o encarte do disco, tanto nas partes que descreviam o que cada músico tocava em cada uma das faixas (uma dúvida me intriga até hoje: o que seria uma guitarra "riff perninha" ?) como nos hilários agradecimentos...
O segundo disco, Sexo !!, serviu para consolidar o sucesso da banda e nos presentear com mais alguns clássicos, como a faixa-título, Pelado, Ponto de Ônibus (identificação absoluta) e o hino Eu Gosto De Mulher (identificação ainda mais absoluta)...
Hoje, com o revival oitentista já há algum tempo por aí, alguém poderia pensar em acusar quem elogia o novo trabalho do Ultraje de saudosista ou coisa parecida, mas isso só é possível caso você ainda não tenha ouvido ou visto o show. Extremamente coeso, bem montado, bem tocado, e de muito bom gosto, conta com músicos de flagrante qualidade (destacar um ou outro é difícil, seria redundante falar de Bacalhau ou Sérgio Serra, porém vale destacar a atuação de músicos como Ricardinho, Manito e os vocais de Osvaldo e Paulinho - Mingau fez o vocal de Jesse Go idêntico ao original). E a escolha do repertório foi muito feliz. A grande ausência foi Sexo !, sem dúvida, porém, a única, talvez. As músicas novas são excelentes - Agora é Tarde, do disco Os Invisíveis, de 2002; Eu Não Sei, versão de I Can't Explain, do The Who feita para o Ira ! e Cada Um Por Si dão um molho final na mistura.
Adquiri cd e dvd, e, acredite, vale a pena. Por fim, espero que este projeto sirva para popularizar ainda mais o Ultraje, principalmente entre as gerações mais novas, que têm agora a oportunidade de descobrir que a banda não só é muito irreverente como também muito boa.
Aguardo ansioso o show em Belo Horizonte.
Ouvindo: Ultraje a Rigor - Agora é Tarde
Posted at 11:45 pm by guitarchitect
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AH É NÉ ? ENTÃO TÁ...
- O Vectra voltou ? Achei que tinha entrado em extinção... Baidewêi, quem quiser me presentear com uma Mercedes CLS no Dia das Crianças sinta-se à vontade, não se avexe...
- E as técnicas de jabá andam ficando cada dia mais sofisticadas... agora vale até dar iPods para críticos elogiarem embustes filhos de "gênios míticos imaculados"...
- A pior coisa que existe é obra. Principalmente se for no vizinho e você não ganhar nem um tostão com a mesma.
- Dúvidas de cunho calórico-dietético: será que tenho que deixar de comer macarrão para poder tomar Bohemia Weiss sem culpa ?
- Clóvis Bornay morreu, Clodovil com câncer no órgão que nunca deve ter usado [apesar de fazer exames de toque diários]... enfim política de contrabalançeamento numérico ?
- Será que vão fazer referendo para proibir a venda de carros ?
- E, por que raios, temos que dormir todos os dias ?
Corrijo a tempo: a pior coisa do mundo ainda continua sendo ônibus. A obra do vizinho que não te contratou fica em segundo, ok ?
Ouvindo: Robert Plant - 29 Palms
Posted at 01:17 am by guitarchitect
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DA SÉRIE " AUTO-ENTREVISTAS DE SI MESMO FEITAS PELO ALTER-EGO " - PARTE 1
Estamos dando início a esta série de entrevistas onde eu, disfarçado de repórter, jornalista ou coisa que o valha, entrevistarei a mim mesmo a fim de responder a perguntas que outras pessoas me fizeram, me fariam ou nunca sequer imaginaram...
El Rodrigón: - Fala Reverendo... fale sobre suas influências... como começou o rock pra você ?
Mr. Arq: - Comecei a me ligar em música mesmo lá pelos 8, 9 anos, no começo da década de 80. Acompanhei o nascimento do rock brasileiro oitentista, desde as primeiras bandas, o surgimento da Blitz, Ultraje, Paralamas, todo esse pessoal, em 82, 83 ... isso me consumiu quase toda a década, como a todos da minha geração. Neste meio tempo, ouvia outras coisas, mas o principal era o que rolava no cenário nacional.
El Rodrigón: - E isso foi até quando ?
Mr. Arq: - Até 87, 88, quando o rock nacional entrou em crise, começou a declinar, ficar chato. À medida que o que estava sendo feito aqui ia ficando cada vez mais desinteressante, eu ia procurando outras coisas.
El Rodrigón: - E passou a ouvir o quê ?
Mr. Arq: - Em 88 foi lançada uma coletânea do Dire Straits, a conhecida Money For Nothing. Vi a propaganda na tv, fiquei chapado pelos clipes e pela música (na verdade reconheci algumas delas) e fui correndo comprar. Resultado: furei o disco, de tanto ouvir. Em menos de um ano, tinha tudo de Dire Straits...
El Rodrigón: - Mas esse foi o primeiro disco que você comprou ? Todo mundo sabe que sua banda favorita é Led Zeppelin...
Mr. Arq: - Não, o primeiro disco eu comprei bem antes. Em 84 o pessoal lá de casa comprou um 'aparelho de som' , e, com isso, um vinil pra este que vos fala aqui. De cara comprei o The Works, do Queen, que já ouvia na casa do meu tio e gostava pacas. Este foi meu primeiro disco. Discaço, por sinal. I Want To Break Free, Radio Ga Ga, Tear It Up, Hammer To Fall, etc...
El Rodrigón: - E o Led Zeppelin ? Quando foi que apareceu ?
Mr. Arq: - Em 89, já saturado de tanto Dire Straits, comecei a diversificar. Na época tinha um amigo que sempre pegava discos ótimos com outros colegas, com o pai, com os tios, com quem quer que emprestasse. Um dia ele apareceu lá em casa com o Led Zeppelin I. Cara, foram umas 4 ou 5 audições para digerir aquele disco. Mas a bateria me impressionava... então gravei How Many More Times numa fitinha, por causa das viradas que Bonham dá nela, e ouvia repetidamente. Em pouco tempo, peguei o disco de novo e gravei ele todo. Daí pro Led Zeppelin IV e o II foi um pulo...
El Rodrigón: - O que mais vocês ouviram essa época ?
Mr. Arq: - Deep Purple, Van Halen, muita coisa. Mais ou menos na mesma época, descolamos o Deep Purple In Rock. Nessa época fiquei obcecado por Led e Purple. O que persiste até hoje...
El Rodrigón: - Obrigado. Continuaremos a entrevista na próxima edição.
Mr. Arq: - Obrigado a todos. Valeu.
Ouvindo: Led Zeppelin - Kashmir
Posted at 12:52 am by guitarchitect
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POETRY FACTORY
Poxa vida, como ser poeta é fácil hoje em dia. Como é fácil ser poeta...
Por exemplo... a Fernanda Abreu apareceu com uma grande idéia: bidolibido. Sim, a música nova dela tem esse nome aí. Bidolibido. O que seria bido ?
Anyway, isso me brotou idéias caetanovelosóficas a partir desse título... vou brincar de poesia, olha só:
Libido.
Libido rima com bandido.
Legal. Bandido é uma boa rima pra libido. Tem a ver com com a questão da marginalidade de ambos, da transgressão, do proibido. Proibido, opa. Mais uma...
Libido bandido.
Não, libido bandida.
Libida bandida.
Libida bandido.
PRONTO ! Fiz poesia ! Libida bandido !!! GENIAL ! INCRÍVEL ! Eu sou foda...
Libida bandido proibida.
Nossa... melhor parar por aqui. O mundo não está preparado para uma poesia de tão alto nível. Coitados...
Ouvindo: Eletric Six - Radio Ga Ga
Posted at 12:45 am by guitarchitect
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VAI FAZER O QUÊ SÁBADO ?
Especial Supra Sumo dos Anos 80 - Rock 2 - A Revanche. Participação especial de DJ Rod, este que vos fala. Eis o flyer:

Sábado agora, 13 de Agosto, 22:00, na Showtime. Esperamos todos vocês lá ! Maiores informações: www.suprasumo.net
Ouvindo: Deep Purple - Perfect Strangers
Posted at 02:46 am by guitarchitect
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